quarta-feira, 3 de junho de 2015

ESCRITA A LAPIS

 Sou como este poema escrito a lápis...

me deito em folhas brancas,
objeto de criação de um poeta
que sonhou um mundo imaculado

Tintas não me servem.

Limitam, eternizando até o que não é bom.

O carvão, 

Ainda que carbonizado a madeira
matéria prima extraída de uma vida
apago com  borracha.
É quando me refaço.
Ou me recrio

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